De uma conversa durante um torneio nasceu a esperança de que talvez fosse possível realizar o sonho de estar presencialmente, pela primeira vez, em uma etapa do Premier Padel. De lá pra cá, vieram a conquista do acesso como órgão de imprensa, a busca pelo apoio financeiro necessário, a preparação da viagem, a superação dos obstáculos… Tudo passou inacreditavelmente rápido — e aqui estamos (eu e vocês).
O primeiro dia no torneio foi de adaptação. Um misto de ansiedade, dúvidas e contemplação. Depois de tomar chuva durante os deslocamentos pelo Parque Roca, conheci pessoalmente o Campa, desejei sorte e corri para encontrar um lugar onde pudesse ver a partida de perto.
Com bastante espaço nas arquibancadas da quadra 2, notei um grupo de pessoas que parecia aplaudir o brasileiro. Pensei: “Lá tem brasileiros, vou lá”. Ao chegar, já fui perguntando: “Brasileiros?” Um senhor me olhou desconfiado, fez sinal de que não e veio imediatamente em minha direção. Com todos me encarando, ele perguntou: “Você é amigo do Campagnolo?” Momento tenso. Achei que tinha me enfiado no meio da torcida adversária. Mas, quando expliquei com meu portunhol maroto o que estava fazendo ali, o grupo se apresentou e se abriu em simpatia — era a família de Ignacio Sager, dupla do Campa.
O senhor que me abordou era o avô do Nachi, que ja foi logo me contando suas aventuras na década de 80 no Brasil. A partir dali, estive muito bem acompanhado para assistir ao jogo. E o jogo foi cheio de emoções… mas isso vocês já viram no placar final.
Amanhã teremos dois jogos com brasileiros pelos 16 avos, e estaremos por lá, registrando e torcendo por Campa e Bergamini. Vai ser dia de explorar um pouco mais o parque e aproveitar um pouco mais os acessos da credencial de imprensa. Até já.
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