Eles já eram vistos como uma dupla promissora. Tinham talento, intensidade e bons resultados. Mas nas últimas semanas, Pol Hernández e Guille Collado deram um passo além. A promessa pode ter virado ameaça.
Com duas campanhas impactantes no circuito FIP e vitórias sobre nomes consolidados, os espanhóis chegam ao cenário do Premier Padel em um momento que obriga o circuito a olhar para eles com mais atenção.
O ponto de virada em Dubai
A mudança de patamar começou no FIP Silver Dubai. Ali, Hernández e Collado enfrentaram na final a experiente dupla formada por Javi Garrido e Lucas Bergamini. Não era apenas mais um jogo. Era um confronto contra atletas já consolidados em torneios de alto nível.
O resultado foi contundente: 6-1 e 6-3.
Mais do que o placar, chamou atenção a postura. A dupla espanhola impôs ritmo, assumiu a rede e controlou os momentos decisivos. Foi ali que deixaram de ser apenas jovens talentosos para se tornarem um par capaz de derrubar nomes grandes.
A confirmação na Finlândia
Se Dubai foi o impacto, a Finlândia foi a confirmação. No FIP Silver de Espoo, Hernández e Collado mantiveram o nível e chegaram novamente à decisão. Do outro lado estavam Tolito Aguirre e Alex Arroyo, dupla de enorme capacidade ofensiva.
A final foi equilibrada e exigiu maturidade emocional. Vitória por 6-3, 6-7 e 6-4. Segundo título consecutivo. Segunda semana mostrando consistência contra adversários fortes. Não foi acaso. Foi sequência.
Embalados para o Premier
É bom lembrar, Hernández e Collado já haviam frequentando o quadro principal do Premier de Dubai no início do calendário. A diferença agora é o contexto: eles chegam embalados, confiantes e com vitórias relevantes na bagagem.
Nesta terça-feira (03), a dupla estreia no Premier Padel Gijón P2 contra Xisco Gil e Maxi Sánchez.
É o tipo de confronto que mede temperatura competitiva. Maxi já foi número 1 do mundo e sabe jogar grandes palcos. Xisco é figura carimbada nas quadras do Premier. Para Hernández e Collado, é mais uma oportunidade de mostrar que o momento não é apenas uma boa fase.
Já incomodam a elite?
Quando uma dupla começa a vencer jogadores estabelecidos em sequência, o público, o circuito e a imprensa percebe. Hernández e Collado hoje não entram mais em torneios apenas como jovens em evolução. Entram como adversários perigosos.
Dubai mostrou que podem derrubar nomes grandes.
Finlândia provou que conseguem sustentar o nível.
Gijón pode indicar até onde essa escalada pode chegar.
A pergunta agora é simples: estamos vendo apenas um pico de rendimento, ou o início definitivo de uma nova dupla batendo à porta da elite do pádel mundial?
Maycon Henschel, da redação.
