O Dubai Premier Padel P1 mostrou, diante de mais de 7.500 pessoas na rodada final, que a reta decisiva da temporada não respeita previsões nem favoritismos. A final masculina reafirmou a autoridade dos líderes do ranking. A feminina, por outro lado, confirmou que o topo segue ameaçado por uma dupla que insiste em desafiar a lógica. Dois desfechos distintos, um recado claro: nada está decidido.
Fernández/González brilham e derrubam as líderes de novo
Claudia Fernández e Bea González viveram nos Emirados uma das semanas mais dominantes do ano. A vitória por 6-1 e 7-5 sobre Gemma Triay e Delfi Brea coroou uma campanha impecável, que já incluía triunfos sobre as atuais número cinco e número dois.
A final refletiu essa confiança: começaram agressivas, tomaram a rede e ditaram o ritmo quase sem erros. O primeiro set foi um atropelo. No segundo, mesmo quando Triay e Brea reagiram e equilibraram o placar, Fernández e González responderam com maturidade, fechando o jogo sem precisar de parcial decisiva.
O título representa mais do que desempenho: encerra semanas sem troféus e reacende a briga pela liderança. “É sempre especial ganhar aqui em Dubai”, disse González, celebrando o retorno à melhor forma. Fernández destacou a força da parceria: “A chave foi estarmos unidas nos momentos bons e ruins.” O resultado coloca pressão extra em Sánchez/Josemaría, que precisam de um grande México para manter viva a disputa pelo topo.
Coello/Tapia encontram sua melhor versão e controlam Galán/Chingotto
No masculino, Arturo Coello e Agustín Tapia apresentaram a versão que todos esperam dos número um e venceram Galán/Chingotto por 6-3 e 6-4. Sem espaço para viradas ou mudanças repentinas, a dupla dominou desde o início: superioridade nos duelos aéreos, consistência nos momentos críticos e um break no segundo set que foi decisivo para encaminhar o triunfo.
Coello classificou o título como “especialmente importante”, destacando o nível de exigência ao enfrentar Galán/Chingotto “semana após semana”. Tapia valorizou o clima do estádio e a capacidade da dupla de manter a intensidade num período pesado do calendário. Com a conquista, a 11ª da temporada, ampliam a liderança, embora a disputa siga aberta. Seus rivais ainda podem assumir o número um caso vençam no México e nas Finals de Barcelona.
Reta final promete
Com surpresas, troféus inesperados e favoritos sob pressão, o cenário para o desfecho da temporada está armado. O GNP Mexico Major (22 a 30 de novembro) será o último grande capítulo antes do fechamento completo do ranking.
E de 11 a 14 de dezembro, Barcelona receberá os 16 melhores homens e mulheres do ano nas Qatar Airways Premier Padel Finals, torneio que pode selar campeões, encerrar dinastias e redesenhar o posto de número um.
Maycon Henschel, da redação.
