A temporada de 2026 chega repleta de novidades. A Federação Internacional de Padel anunciou neste mês de dezembro o calendário oficial para o próximo ano com três novas sedes Londres, Pretória, na África do Sul, e Valência. Mas a grande revolução está dentro de quadra: um novo sistema de pontuação, chamado star point.
O objetivo do Star Point é buscar uma alternativa à discussão entre vantagem e ponto de ouro quando um game chega a 40 iguais. Em 2025, por exemplo, o Premier Padel utilizou o sistema de vantagem, no qual a dupla precisava conquistar dois pontos consecutivos após o empate para fechar o game. Agora, com o star point, o funcionamento é diferente: depois de duas vantagens não confirmadas, quem vencer o ponto na terceira igualdade conquista o game.
Esse novo modelo surge como um caminho intermediário entre os dois formatos mais conhecidos. Ele não estende tanto as partidas quanto o sistema de vantagens e, ao mesmo tempo, não reduz o peso da disputa como acontece no ponto de ouro. Ainda que não seja unanimidade entre os atletas, o star point aparece como uma tentativa de evolução no sistema de marcação, preservando o ritmo do jogo e aumentando o dinamismo sem comprometer a competitividade.
Segundo informações divulgadas pela FIP e pelo Premier Padel, essa mudança busca equilibrar tradição e inovação, contribuir com o bem-estar físico dos jogadores, elevar o valor televisivo das transmissões e reforçar a experiência de quem acompanha o esporte ao vivo e de casa.
O star point está previsto para ser utilizado no Premier Padel, em torneios FIP profissionais e Promises, além da estreia do FIP Beyond, circuito oficial para amadores. A partir de 9 de fevereiro, no P1 de Riyadh, na Arábia Saudita, e no FIP Bronze de Melbourne, na Austrália, o público já poderá acompanhar o novo sistema de pontuação em ação.
Lucas Acosta, para o Portal Super Padel
