O pádel profissional vive um movimento que começa a alterar o mapa de influência do esporte. No fim de 2025 e início de 2026, atletas de alto nível passaram a transferir sua residência para os Emirados Árabes Unidos, com Dubai assumindo papel central nesse novo cenário.
Segundo apuração do Super Padel, Lucas Bergamini já definiu que irá fixar residência em Dubai, tornando-se o primeiro brasileiro de alto ranking a integrar esse novo eixo do pádel mundial.
A decisão do atleta possivelmente estaria ligada ao novo ambiente econômico que se consolidou na região e também à sua relação com a Tactical Padel, marca que o patrocina e que pertence a um grupo empresarial com base nos Emirados Árabes Unidos. A proximidade com o mercado local, aliada às condições oferecidas pelo país, pode ter pesado na escolha.
O fator fiscal tem sido apontado como o principal motor desse movimento. Os Emirados oferecem um modelo tributário extremamente atrativo para atletas profissionais, o que impacta diretamente na preservação de carreira e patrimônio em um esporte de alta rotatividade e curta longevidade no topo.
Bergamini passa a integrar um grupo que começou a se formar em 2023, quando Iñigo Jofre, Arnau Ayats, Sérgio Ricard e Francisco Jurado se estabeleceram no país e chegaram a representar a seleção dos Emirados. Em 2025, Nacho Vilariño e Enrique Goenaga seguiram o mesmo caminho, adquirindo dupla nacionalidade.
Na virada para 2026, nomes de maior projeção competitiva como Jon Sanz, Javi Garrido, Javi Leal, Gonzalo Rubio, Victoria Iglesias e Virgínia Riera também encaminharam mudança de residência fiscal, consolidando Dubai como novo polo de poder econômico do pádel.
A entrada de Bergamini nesse contexto coloca o Brasil dentro de um novo centro de decisão do pádel mundial. Mais do que uma mudança geográfica, trata-se de uma reposição estratégica no tabuleiro do esporte profissional.
O pádel já não gira apenas em torno da Europa. E agora, oficialmente, o Brasil passa a ter um representante direto dentro do novo eixo que pode redesenhar o futuro do circuito.
Maycon Henschel, da redação.
