FPPr, FCP e FSMP afirmam que preocupações envolvem governança, prestação de contas e processo eleitoral da entidade nacional
As Federações de Padel do Paraná (FPPr), Catarinense de Padel (FCP) e Sul-Mato-Grossense de Padel (FSMP) divulgaram uma nota pública conjunta na qual apresentam uma série de questionamentos relacionados à governança da Confederação Brasileira de Padel (COBRAPA).
Intitulado “Nota Pública Conjunta”, a publicação reúne 20 slides e, segundo as três entidades, representa um posicionamento em defesa da transparência, da governança e do futuro do pádel brasileiro.
Entre os pontos levantados estão questionamentos sobre o funcionamento do Conselho Fiscal da COBRAPA e sobre a regularidade da prestação de contas referentes aos exercícios de 2022, 2023, 2024 e 2025. As federações também mencionam um contrato com efeitos projetados até 2030 que, segundo elas, teria sido firmado sem prévia apreciação, deliberação ou autorização da Assembleia Geral.
Questionamentos sobre o processo eleitoral
Outro eixo da manifestação envolve o processo eleitoral da entidade.
As três federações questionam a instituição de regras e estruturas eleitorais e afirmam não identificar, no estatuto vigente, autoridade para determinadas medidas na forma como teriam sido adotadas.
O documento também questiona alterações na composição do universo de votantes durante o período que antecede a eleição. Segundo as entidades, a inclusão de novos membros nesse momento poderia alterar a composição do colégio eleitoral e interferir no processo de escolha da próxima gestão.
Questionamentos e medidas adotadas
As federações afirmam que, antes da publicação da nota, fizeram questionamentos formais, solicitaram documentos e pediram esclarecimentos sobre diferentes atos relacionados à administração e ao processo eleitoral.
Segundo a nota, após essas manifestações, os dirigentes das entidades teriam recebido notificações nas quais seriam mencionadas possibilidades de suspensão, destituição e responsabilização pessoal de dirigentes.
As três federações classificam a situação como uma forma de intimidação e defendem que o exercício da fiscalização e da divergência não deve ser tratado como insubordinação.
Diante da sequência de acontecimentos descrita no documento, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul afirmam ter apresentado uma reclamação ao Ministério do Esporte e recorrido ao Judiciário.
As entidades ressaltam que, segundo sua posição, o objetivo é permitir que órgãos independentes avaliem os fatos, responsabilidades e a validade dos atos questionados.
A nota também faz um apelo às demais federações para que conheçam os fatos e se posicionem de maneira livre e responsável. As três entidades afirmam, porém, que não buscam apoio a nomes ou chapas específicas, mas defendem regras, transparência e legitimidade institucional.
COBRAPA foi procurada
O Super Padel procurou a COBRAPA para oferecer espaço à entidade para apresentar seu posicionamento sobre os questionamentos feitos pelas três federações.
Na noite de terça-feira, a Confederação informou que sua assessora de imprensa trataria do assunto com a reportagem. Até o fechamento desta matéria, às 10h desta quarta-feira (9), entretanto, não havia sido encaminhada manifestação.
Também não foi localizada, até o fechamento, manifestação oficial da COBRAPA especificamente sobre a nota conjunta nos canais oficiais consultados pelo Super Padel. O site da entidade mantém publicadas informações institucionais, documentos eleitorais, relatórios de atividades e documentos contábeis.
O Super Padel publica abaixo a íntegra da nota pública conjunta divulgada pelas três federações.
Maycon Henschel, da redação.
