O FIP Gold São Paulo terminou neste domingo (20) com os títulos ficando com David Gala e Maximiliano Arce, no masculino, e Jimena Velasco e Raquel Eugenio, no feminino. A competição, realizada entre 16 e 20 de setembro, reuniu jogadores de diferentes países e marcou mais uma passagem de uma etapa internacional de alto nível pelo Brasil, colocando São Paulo no calendário do CUPRA FIP Tour.
Gala e Arce vencem uma final de 1h24min
Cabeças de chave número 2, David Gala e Maximiliano Arce derrotaram José Diestro e Juanlu Esbri por 6/4 e 6/4, em uma final que teve duração de 1h24min. A conquista teve um significado especial para Gala, que chegou ao Brasil depois de vencer, na semana anterior, o FIP Gold de Bucareste, na Romênia, ao lado de Enzo Jensen. Com o título em São Paulo, o espanhol conquistou dois torneios da categoria Gold em dois continentes diferentes em apenas uma semana.
Este foi o terceiro título de Gala em 2026 com um parceiro diferente. Antes das conquistas em Bucareste e São Paulo, o espanhol também havia vencido o FIP Silver de Abidjan, ao lado de Iñigo Jofre. Para Arce, os 150 pontos conquistados no Brasil são importantes na disputa pela classificação para o FIP Finals, aproximando o argentino das posições que garantem presença na competição que reúne os melhores da temporada.
“Estamos muito orgulhosos de nós mesmos. Ganhar este título foi incrível. David e eu nos conectamos imediatamente”, afirmou Arce após a decisão. Gala também destacou a dificuldade da partida e a relação com um dos adversários, já que Diestro foi seu parceiro na conquista da medalha de ouro nos Jogos do Mediterrâneo.
Velasco e Eugenio confirmam favoritismo

No feminino, as cabeças de chave número 1 confirmaram a condição de favoritas e conquistaram o título em São Paulo. Jimena Velasco e Raquel Eugenio derrotaram Lorena Rufo e Jessica Castelló por 7/5 e 6/4, garantindo o troféu após uma decisão equilibrada.
Para Velasco, o resultado representou o primeiro título FIP Gold da temporada. A espanhola já havia conquistado dois títulos FIP Silver em 2026, enquanto Eugenio ampliou uma temporada de resultados expressivos: o título em São Paulo foi o sexto da jogadora em 2026 e o 13º de sua carreira, depois de também vencer o FIP Platinum Marseille.
“Sabíamos que seria uma final difícil, mas a Raquel fez uma partida extraordinária”, afirmou Velasco, que também agradeceu ao público presente em São Paulo. Eugenio, que disputou o torneio pela primeira vez, destacou a reação da dupla depois de um início complicado. “Não começamos bem, mas depois de ficarmos uma quebra atrás, os pequenos detalhes fizeram a diferença. No segundo set começamos melhor, mas depois ficamos um pouco nervosas. Conseguimos segurar e conquistar o título”, afirmou.
Desempenho dos brasileiros
O FIP Gold São Paulo terminou com uma participação de destaque. O melhor resultado veio no feminino, com Cristina Cirne e Julia Giusti Gomes chegando às semifinais. A dupla brasileira venceu as espanholas Ainize Santamaria e Fiorella Propato por 7/5 e 6/2 nas oitavas e, nas quartas de final, superou as argentinas Martina Marcel e Jazmin Dos Santos por 6/2 e 6/1, antes de ser derrotada por Lorena Rufo e Jessica Castelló por 6/1 e 6/2 na semifinal.
No masculino, três duplas brasileiras chegaram às oitavas de final: Nathan de Barros Duval e Lucca Carlesso, João Pedro Flores e Stefano Palma Flores, e Vinny Di Francesco e Julio Cesar Julianoti. Duval e Carlesso avançaram como lucky losers e enfrentaram os cabeças de chave número 1, Alejandro Arroyo e José Jimenez, enquanto Flores/Palma Flores tiveram pela frente José Diestro e Juanlu Esbri. Já Di Francesco e Julianoti foram derrotados por Felipe Calleja e Santino Contreras.
São Paulo como vitrine
O FIP Gold São Paulo distribuiu 150 pontos para os campeões e colocou o Brasil em uma das principais categorias do circuito internacional. Para receber a competição, São Paulo contou com uma estrutura específica para o torneio, incluindo as quadras construídas pela H Super Quadras. A empresa vem participando da implantação de estruturas para competições de pádel no país, e a etapa paulista foi mais uma oportunidade de utilização desse tipo de estrutura em um torneio internacional.
A passagem do FIP Gold por São Paulo também marcou a chegada da Super Padel Magazine ao público paulista. Exemplares da publicação foram distribuídos durante o evento e chegaram às mãos de jogadores, autoridades e público em geral, ampliando a circulação da revista entre diferentes setores envolvidos com o pádel brasileiro.
Maycon Henschel, da redaçao.
