Madrid volta a receber um dos principais torneios da temporada com uma representação internacional que evidencia a expansão do esporte para além dos mercados tradicionais
O pádel chega a mais uma etapa importante de sua expansão internacional. O Comunidad de Madrid Premier Padel P1, que será disputado na capital espanhola, reunirá jogadores de 16 nacionalidades entre as prévias e os quadros principais. O evento também será acompanhado por uma audiência que ultrapassa fronteiras: a transmissão alcançará 244 territórios este ano, enquanto a edição de 2025 recebeu torcedores de 83 países diferentes nas arquibancadas.
Durante muito tempo, Espanha e Argentina dominaram este cenário. A expansão do esporte, porém, vem alterando esse panorama. Em Madrid, atletas de Itália, Portugal, França, Brasil, Suécia, Grã-Bretanha, Países Baixos, Alemanha, Paraguai, Bélgica, Chile, Grécia, Rússia e Emirados Árabes Unidos se juntam aos representantes das duas potências históricas.
Brasil entre os países representados
O Brasil aparece entre as delegações presentes no torneio, com Lucas Campagnolo, Lucas Bergamini e Raquel Piltcher entre os representantes brasileiros inscritos na competição. A presença brasileira se soma a uma lista cada vez mais diversificada de nacionalidades que fazem parte do circuito internacional.
A transformação também pode ser observada em outros países. A Itália terá nomes como Denis Perino, Aris Patiniotis, Carolina Orsi e Giorgia Marchetti. Portugal contará com Miguel Deus, Nuno Deus e Sofia Araújo, enquanto França terá Thomas Leygue e Léa Godallier.
Suécia, Grã-Bretanha, Países Baixos, Alemanha e Paraguai também estarão representados. Bélgica, Chile, Emirados Árabes Unidos, Grécia e Rússia completam o grupo de nacionalidades presentes em Madrid.
O pádel já não cabe em um único mercado
A dimensão do torneio, entretanto, não está apenas nos jogadores. Os números de público e transmissão ajudam a mostrar a mudança de escala do esporte.
A edição de 2025 registrou compradores de ingressos provenientes de 83 países. Para 2026, a transmissão do torneio chegará a 244 territórios, levando as partidas para uma audiência potencial espalhada por diferentes regiões do mundo.
É uma evolução que muda também a maneira de medir o impacto de um grande torneio. Além da quantidade de pessoas nas arquibancadas, passam a ganhar importância o número de países alcançados, a capacidade de atrair torcedores estrangeiros e a audiência gerada internacionalmente.
Nesse processo, os próprios jogadores funcionam como vetores de expansão. As estrelas do circuito carregam suas nacionalidades e histórias para diferentes mercados, ajudando a criar novos públicos em países onde o pádel ainda está em desenvolvimento.
Madrid P1
É nesse contexto que o Madrid P1 ganha uma dimensão que vai além dos seis dias de competição. A cidade espanhola será, ao mesmo tempo, palco para algumas das principais estrelas do circuito e uma espécie de retrato do momento vivido pelo esporte.
16 nacionalidades nas quadras. Torcedores de 83 países nas arquibancadas. Transmissão para 244 territórios.
Os três números apontam para a mesma direção: um esporte que nasceu e cresceu com enorme força na Espanha e na Argentina agora busca consolidar sua presença em um número cada vez maior de mercados.
O quadro principal do Premier Padel Madrid P1 começa nesta segunda-feira (31).
Maycon Henschel, da redação.
